
Poeminha meu
Já é tão tarde, me deixa dormir
Não me incomode, não me faz alarde
Madrugada fria, não me tira o sono
Amanhã prometo
que levanto cedo
que te dou a vida
que te escrevo em rima
sem perder o tom
Poeminha meu
Vê se te recolhe
vem deitar e dorme
temos muito tempo
prá desenvolver
Amanhã é dia
Largo tudo e sento
Deixo você vir
Mas agora não
O sono bateu
Me amoleceu
Não vou conseguir
Me deixa dormir
Poeminha meu
Fica sossegado
Amanhã te escrevo
Faço e aconteço
Mas agora deixa
quero descansar
Te sonhar quem sabe
Prá amanhã, sem falta
Te fazer poema
Te escancarar
Te botar no mundo
Prá nos libertar
Leila Abreu/2006
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