
Agora é tarde
Inês é morta e eu também
Já não há nada
Nem sentimento, nenhum vintém
Agora é tarde
Já não há tempo de reviver
Nada sobrou
Nem a paixão
Nem o tesão
Nem o amor
Agora é tarde
Só há vazio
Deserto, frio
Cantiga triste
Nesse cantar
Agora é tarde
Só há o éco
Da dor que teima
Em me queimar
Agora é tarde
Mas sou guerreira
Nâo vou chorar
Leila Abreu/2006
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