10 de janeiro de 2006

Olhos




Olhos de encantar
Olhos de gritar
Olhos de calar
Assim são teus olhos e os meus
Nesse eterno doce-amargo olhar
Abrem crateras e inventam quimeras
Ferem e acariciam
Transcendem o falar
Os Olhos nos Olhos
Os meus e os teus
Feitos um para o outro
Às vezes sorriem
Às vezes se fecham
Prá não machucar
São olhos de olhar
Olhar o futuro
Olhar o passado
Partilhar segredos
Medir o desejo
Do medo, do beijo
E sintonizar
Assim são teus olhos
Assim são os meus
Olhos que se cruzam
Se olham, se clamam
Se chamam prá cama
Pro cio sacana
Com sede de amar
Leila Abreu/2006

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