Contra este sentimento
Que insiste em não morrer.
Quero muito te alcançar,
Correr o mundo, te buscar
Passar a limpo o coração,
Me desfazer desse rascunho,
Escrever certo nosso destino
E libertar esta paixão,
Que é sofrimento, desatino.
Ah, como eu quero
Entregar-me sem demora
Recomeçar essa história
Sentar na grama com você
Beijar, gargalhar, morder
Fazer todas as bobagens
Que só quem ama tem coragem
Explodir em mil orgasmos
Nesse corpo tão amado
Olhar bem fundo os teus olhos
E sem piscar, me declarar
Dizer bem alto, gritar
Que o amor nunca morreu
Apenas adormeceu
Ah... como eu quero te encontrar
Meus medos compartilhar
No teu colo aninhada
Ouvir você me dizer
Que me aceita, quer me ter
Que lembra todos os momentos
Dos mais bobos aos mais intensos
Que cultivou a esperança
De rejuntar os sentimentos
Que o amor tão bem guardou
Na cela fria do tempo
Por entre dores e lamentos
Cresceu e fortaleceu
E que hoje é fruta madura
No seu coração e no meu.
Leila Abreu/2006

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