22 de setembro de 2006

TRISTE


Fiz um poema triste
Porque triste estava o meu coração
Já não batia acelerado
Apenas batia
Assim amuado,
Desesperançado
Acostumado
Adaptado
A um mundo preto e branco
Mundo cão atormentado
Fiz um poema triste
Porque tristes eram as pessoas
Porque triste era a vida
Porque triste eu estava
E sem mais a dizer
O poema nasceu
E triste ficou
Só quem leu entendeu
Mas a tristeza não é má
É apenas o coração
Tentando se libertar
Um dia passa....tudo passa
E nem que seja em sonho
Vem a alegria e me abraça

Leila Abreu/2006


19 de setembro de 2006

Amor-Delicia


Quero sentar no teu colo
E com jeitinho me aninhar
Ronronando todas as delícias
Que eu sei, são do teu gostar
Porque teu corpo tem todo um jeito
De me responder
E o meu adora questionar e provocar
E nesse diálogo assanhado
Entre gemidos e gestos calados
Vamos nos deixar ficar
No vai e vem da loucura
Sortilégio de quem ama
Suplicio ou cio, sei lá
Algo assim que até machuca
Mas é bom, ai meu amor...
Delicia esse teu amar!

Leila Abreu/2006


2 de agosto de 2006

Olhos nos Olhos

Nunca quis tanto alguém como te quero.
Não só teu corpo, mas também teu coração e tua alma.
Percebes o que acontece?
Sinto-me indefesa, vulnerável...
Ao mesmo tempo, feliz.
Chove, mas consigo ver o sol.
Escurece, mas em mim tudo é claridade.
É bem nítido o que sinto.
Mas depende tão sómente de ti.
Se me queres, toma-me e leva-me contigo.
Esconde-me dentro de ti.
Deixa-me mostrar-te os sentimentos,
Contar-te o que me vai no pensamento.
Se não me queres, não precisa dizer nada.
Um olhar, ainda que sutil, me fará entender.
Segue, então, a tua trilha.
Quanto a mim,
Vou ter toda uma vida prá esquecer.
Leila Abreu/2006

10 de julho de 2006

Que vá, quando for a hora


O coração já não bate como
antes
Porque o sentimento embotou
E o amor...tanto amor...
Outrora quase infinito
Posso dizer que o vento levou
E esse tédio absurdo
Foi tudo o que restou

Mas deixo ir o amor
Com a certeza da missão
cumprida
Mais tedioso seria
Fingir que a vida continua
Ignorando a hora da partida
Leila Abreu/2006

6 de julho de 2006

O Adeus


Aquele adeus veio quase mudo
Entre meias palavras e gestos vazios
Permaneceu impassível diante da minha
dúvida
Do meu medo de ouvir
E da minha resistência em aceitar
Mas não havia jeito
Mesmo que eu o rejeitasse
Ah...aquele adeus...
Ele ainda estaria lá
Eu não tive opção
Era inútil olvidar
A realidade era maior
Não havia chance de mudar
Aquele adeus inesperado
Contido, mas decidido
Veio mesmo pra ficar

Leila Abreu/2006





1 de julho de 2006

Insônia


Já é tarde...
A madrugada avança
O relógio à cabeceira
Num tic-tac sem fim
E eu procurando o sono
Mergulhada em pensamentos
Virando e revirando
Ora morrendo de frio
Ora suando de calor
Querendo encontrar sentido
Nos filmes que em minha mente
passam
Lembranças das horas idas
Fragmentos da minha vida
Que agora me invadem
Só pra me incomodar
Ah...quem me dera dormir
E talvez até sonhar
Livrar-me da maldita insônia
E nos braços de um anjo
Finalmente, me largar
Leila Abreu/2006

O Sonho Não Acabou!


Acorda Brasil!
A copa já era
Vamos olhar nosso país
Com olhos de quem quer ver
Temos mais o que fazer!
Não somos só futebol
Somos um povo bonito
Que precisa se esforçar
Encarar a realidade
Com responsabilidade
O desafio é grande
Mas temos potencial
Prá vencer os obstáculos
E sermos felizes, afinal!

Leila Abreu/2006


Desesperança


O teu silêncio calou fundo
Penetrou meu ser e espalhou um
sentimento vazio
Fosse você , eu não me faria
Um mal tão grande assim
Não calaria
Não me esconderia
Eu me diria tudo o que
sentia
E com todo amor
Eu me acolheria
Mas você se cala
E vai embora assim
Nem me encara
Sou obrigada a admitir
Que uma vez mais
Eu precisarei me despir
Da esperança de um dia
Ver você ficar
E me amar sem me ferir
Leila Abreu/2006


27 de junho de 2006

Sobre Poemas


Um poema tem muitas faces
A face da dor
A face da loucura
A face da ternura
A face do amor
Um poema às vezes chora
Às vezes sorri
Às vezes comemora
Um poema às vezes só namora
Também vacila
Também cochila
E até se altera, se a inspiração demora
Um poema às vezes fala
Tenta se comunicar
E entendê-lo é preciso
Cada qual tem sua versão
Uns entendem, outros não
Depende de como se lê
Com a razão
Ou com o coração
Mas não importa
Um poema é sempre um gatilho
Que dispara a emoção
Leila Abreu/2006

15 de junho de 2006

Amor Infinito


Por todas as noites que eu
pude ter você comigo
Por todos os beijos que selaram
um amor sem fim
Pelos amassos escondidos
Pelas brigas por ciúmes
Pelas pazes feitas sob lágrimas
de alegria
É que eu te digo, amor meu
Jamais haverá outro em minha
vida
Roubastes meu coração
Roubei o teu
Seremos prá sempre amantes
Você e Eu.
Leila Abreu/2006

9 de junho de 2006

Luz


Um dia eu tive medo do escuro
E das sombras que nele se
Ocultavam
Porque a escuridão fazia parte
Dos meus dias
E a vida era um baile de máscaras
Onde as pessoas, desfilavam suas
fantasias
Hoje, o escuro já não me amedronta
Porque minha luz aprendeu a clarear
E a escuridão não é nada
Se eu souber nela, minha alma espalhar

Leila Abreu/2006

Menina Gueixa


Eu vou te dizer tantas vezes
Desta menina que insiste em me
Habitar
E te fazer entendê-la
É minha sina
Porque ela existe
E tem carências
Até emudece
Quando está triste
Fica com medo
Quando te busca sem
Te encontrar
Da tua mão, ela precisa
Porque é ainda tão menina
Adora colo
Corre feliz pro teu braço
Querendo mimos
Olhos nos olhos
Porém se teu corpo acende
Já não importa
Vira mulher de repente
E te domina
Já não é mais uma menina
É tão somente amante
Fogosa, ardente
Envolvente
Vira e mexe
Independente
A tua gueixa
Sempre pronta
Para os desejos teus
Realizar

Leila Abreu/2006


Apenas Eu


Não me cobre coerência
Mergulhe fundo
Com sapiência
No lago da minha alma
E contente-se com o que tem lá
Jamais serei como gostarias
Sou diferente
Talvez princesa
Talvez mendiga
Nem tanto à terra
Nem tanto ao mar
Apenas eu
Uma mulher incoerente
Sereia
Serena
Rio de água doce
Às vezes mar
Com hora prá partir
Sem hora pra chegar
Leila Abreu/2006

8 de junho de 2006

Feliz Idade


A felicidade já está a caminho.
Posso senti-la caminhar a passos lentos,
Confiantes e constantes
Sem pressa de chegar.
Porque a chegada da felicidade
Requer entrada triunfal
Certa dose de paciência
E um certo merecimento
Pode chegar, velha senhora!
Bem-vinda a esta existência
A vida nem sempre foi bela
Mas nunca deixei de apostar
Na tua vinda
Se estás a caminho
Devo à minha persistência
Leila Abreu/2006

3 de junho de 2006

Deleite


Deita teu corpo sobre o meu
Dá-me um pouco de calor
Eu te envolverei num abraço
Porque com você, sou toda amor.
Quando deitas sobre mim
Sinto arder a paixão
Sinto um sentir diferente
Sou lava do teu vulcão
Deita teu corpo sobre o meu
Deixa-me em êxtase total
Divide comigo o prazer
Deste momento fatal
Leila Abreu/2006

2 de junho de 2006

Direta


Deixei a porta aberta de propósito prá vc entrar
E bagunçar minha vida, minhas convicções
Eu permiti tua chegada assim, desvairada
E não culpo você, muito menos eu
Só não me venha com esse papo
De que não ama porque nunca foi
amado
Porque o amor não se controla
Se vem, vem com tudo
E a gente deita e rola
Leila Abreu/2006

No Stress


Eu gosto tanto de você...
Que até me emociona
Essa total incoerência
De achar que o amor
Me dará o passaporte
Prá me livrar de vez da dor
A dor do gostar da tua voz
A dor do gostar do teu jeito
E não poder te mostrar
Nâo poder abrir meu peito
Mas quem disse que o amor
É passível de coesão?
Aliás, o amor é louco
Transtorna e alucina
Joga tudo pelos ares
E o mistério prevalece
Quando fecham-se as cortinas
Pois entre quatro paredes
Tudo de fato acontece
O que é triste se alegra
O que é alegre, entristece
Mas voltando ao objeto
A razão deste poema
Saiba que minha loucura
É tentar viver o amor
E continuar na minha
Desta forma assim, serena
Leila Abreu/2006

Idílio


Quero escrever um poema
Que não fale de você
Mas sei que é pura bobagem
Pois te trago aqui guardado
Já faz parte da bagagem
No dia que eu conseguir
Esquecer meu coração
Partirei desta miragem
Sairei toda contente
Liberta desta paixão
Serei uma alma livre
Não mais presa ao passado
Terei pago um alto preço
Por ter me apaixonado
Leila Abreu/2006

Solidão


Solidão amiga
Solidão bonita
Solidão me abraça
E me dá guarida
Solidão é vida
Solidão é morte
Solidão é nada
Solidão é sorte
Tenho medo não
Dessa solidão
É um alimento
Pro meu coração
É saliva doce
É puro tesão
É a paz que encontro
Prá fugir do mundo
Prá ficar na minha
Pura ilusão
Solidão carrasca
Que maltrata, arrasta
Tirando meu chão
Abraçando meu viver
Me deixando essa vontade
De dormir, quase morrer
Mas alguém me localiza
Me arranca pela mão
Me abraça, me belisca
Me faz voltar desse sonho
Desse quase compromisso
De gostar de solidão

Leila Abreu/2005

Meus Versos



Escrever é o que me resta
Assim sem rumo, sem aresta
Simplesmente desenhando
Sentimentos, emoções
Palavras que vêm de dentro
Jorradas sobre o papel
É o sentido de uma vida
É o meu sonho, meu céu
Quando escrevo, não me importa
O que os outros vão pensar
Escrever me alivia a alma
É catarse, é tempestade
É fuga da dor infinda
Da ferida da saudade
Saudade de um tempo bom
Que já passou ou que vai vir
É algo que está cá dentro
Incomodando meu viver
A cura, só existe uma
Sentar, suspirar, escrever.

Leila Abreu/2006

Tentação


Quando eu soltar os grilhões
Que me impedem te alcançar
Verás então esta louca
Que insisto em te ocultar
Verás que ela não tem freio
Nem pudor, nem piedade
Verás o que nunca viste
Este corpo, esta gazela
Nâo conhece saciedade
Talvez goste, talvez não
Ela é total devaneio
Ela é o fim, é o meio
É a busca e o encontro
É a falta, a fartura
É o prazer e o encanto
Tire o véo, puxe este manto.
Se não for do teu agrado
Não precisa se prender
Feche a porta, cerre os olhos
Tranque a mente e o coração
Ela não o chamará de volta
Nâo implora compaixão.
Talvez ela chore sozinha
Afinal, é uma mulher
Depois seguirá cantando
Outros encantos buscando
Outros mares a explorar
Bocas, olhos, pêlos, pele
E a volúpia de sempre
Afinal, peculiar.
Leila Abreu/2006

28 de maio de 2006

VIDA


Tantos anos passados em vão
Em busca de algo que fizesse sentido
Qualquer coisa que justificasse o
vazio
Que insiste em inundar, como
um rio
Jamais encontrei as respostas
Nem mesmo uma direção
Volto, cansada, ao ponto de partida
Desisto
Talvez a resposta não exista
Ou seja, enfim, a própria VIDA.
Leila Abreu/2006

Entregue



O teu sorriso me encontrou num dia
estranho
Pousou em mim como uma brisa
Invadiu meu território sem sequer
me consultar
Entrou na minha alma como um
raio de luz
Iluminou meus caminhos de escuridão
Enfrentou o exército da minha resistência
Montou cavalaria em minha fronteira
E me conquistou para sempre
E desde então, sou tua....
Assim desta maneira
Inteira!
Leila Abreu/2006

23 de maio de 2006

Loucura


Me tira prá dançar
Me chama de paixão
Me beija no pescoço
Me enche de tesão
Eu digo que te adoro
Eu não faço questão
Eu quero é ser só tua
Razão e coração
E a gente se alimenta
Na doce ilusão
De sermos dois malucos
Em busca de emoção
E juntos nesta dança
De corpos e desejos
Gastamos nosso tempo
Pagando nossos beijos
Leila Abreu/2006

O caminho


Onde levará o caminho?
Não consigo antever a próxima
paisagem
Deduzir pelo que vejo agora, é
inútil
O caminho me chama, parece
escuro, amedronta
Reluto alguns instantes diante
do imponderável
Sou um mar de interrogações
Fecho os olhos e um suspiro
incontrolável corta o silêncio
Rendo-me, enfim, ao chamado
Estrada adentro, caminho e
me surpreendo
Já não hesito, ou lamento
Começo, corajosa, essa jornada
Nada irá deter o meu destino
E vou inteira nessa imprevisível
caminhada!
Leila Abreu/2006

Enredada


Na rua dos prazeres teus
Me perco infinita
De te amar, tento me conter
Mas novamente me perco
Perco a desenvoltura
Perco a altivez
Só não perco a ternura
E peco por não me encontrar
Porque você me prende inteira
Enquanto eu luto e busco a lucidez
Você me desnorteia com seus mimos
de gato siamês
Leila Abreu/2006

Tristesse


Manhã de sol
Nuvem que passa
Passo sem te notar
A tarde cai desanimada
Sou toda solidão
Cacos de vidro esparramados
A bebida pelo chão
Um minuto de silêncio
Já não bate este coração

Leila Abreu/2006

22 de maio de 2006

Bilhete


Penso nos momentos que deixei
passar
Nas horas desperdiçadas a te dizer
tolices
Nos dias ensolarados que perdi e que
poderiam ter sido gastos ao lado teu,
Quem sabe eu de chapéu e camafeu
E você de fraque e cartola, todo engomado
Mas já se vão os anos, lá se vão os desejos
e foram-se, um a um, os nossos beijos
Restou essa lembrança doce
E esse sentimento amarrotado
Que me brotou agora, de repente
Ao ler esse bilhete encriptado
Que achei na gaveta sem querer
E que me trouxe a certeza
Pelo papel amarelado
Que o tempo leva tudo pelo
ralo
Mas neste coração encouraçado
Ficou o cheiro forte da lembrança
Daquele coração apaixonado
Do amor que hoje é nada e jaz
assim
No corpo envelhecido, amargurado.
Leila Abreu/2006

Silente


Existe um silêncio dentro
do meu mundo,
Que eu tento encher de sons
mudos.
Um silêncio profundo, quase
abissal...
Que toma conta de mim sempre
que eu penso em nós dois e nas respostas
que ensaiei te dar.
Mas diante desse silêncio ensurdecedor
e cheio de tolices,
Peço licença prá minha própria insensatez,
E solto meus pulmões cheios de palavras
sufocadas.
No entanto, consigo apenas dizer, quase
balbuciar...
Te amo, Te amo, Te amo!
E amando, sigo meu caminho sem você,
Ora sorrindo, ora chorando...
Oras! Apenas lembrando.
Leila Abreu/2006

18 de maio de 2006


Eu adoro poesia
A poesia me adora
E juntas fizemos um trato
Que ninguém irá embora
Mas há dias em que não dá
Por mais e mais que eu me esforce
A poesia adormece
E eu fico assim acordada
Tentando rimar os versos
Numa luta agoniada
Leila Abreu/2006

17 de maio de 2006


Que a luta por dias melhores
Seja a nossa preocupação
Estamos anestesiados
Porque perdemos a noção
Já esquecemos o que é ter Paz
E o que é viver sem preocupação
Olhamos o mundo através de grades
Somos reféns!
Deveríamos ser cidadãos.
Leila Abreu/2006

11 de maio de 2006



Ontem te vi por aí
Como alguém que não soubesse
O quanto é querido e amado
E andasse pelas ruas
Com esse ar de machucado
Tentei, em vão, te alcançar
Queria poder ouvir
O porquê do seu penar
O motivo do partir
Mas você já ia longe
Andando tão apressado
Meu amigo, volte logo
Encontre logo a razão
Saia desse emaranhado
Você verá que é possível
O amor pode curar
As mazelas que te afligem
As dores e as cicatrizes
Permita-se libertar
Leila Abreu/2006

Amor em segredo


Fiz um poema canção
Prá te mostrar um segredo
Do amor que senti um dia
Mas dele fugi de medo
Resolvi, então, escrever
Em forma de poesia
E que você pudesse ler
Assim, numa noite fria
Quem sabe bebericando
Um vinho tinto importado
Ouvindo um sax romântico
E, de surpresa, ser apanhado
Se outrora eu te amei
Um amor assim escondido
Hoje eu entrego os pontos
Amar assim é castigo
Só preciso te falar
Desabafando meu peito
Que por nada desse mundo
Jamais e em tempo algum
Amarei alguém desse jeito
Leila Abreu/2006

MÃE


Mãe...
Emoção....sentimento
Razão e discernimento
Toalhas limpas no armário
Comida boa no fogão
Reprimenda do mal feito
Colo quente e perdão
Mãe...
A perfeita criação
Até quando está cansada
Tem um sorriso bondoso
Às vezes uma palmada
Mãe...
Mesmo quando castiga
Tem a boa intenção
Ensinar que neste mundo
Há que ser ter educação
Mãe...
Jamais poderia trocar
A minha é maravilhosa
Me amou e me protegeu
Êta mulher poderosa!
Leila Abreu/2006

10 de maio de 2006

Quase um Poema


Um segundo do teu tempo
Já me faria feliz
Poder dizer o que sinto
Que te amo por um triz
Falar-te assim do meu mundo
Mostrar que quase te quero
Seria um sonho profundo
Que eu ainda espero
Dá-me um pouco de atenção
Prometo não me alongar
Direi que é quase paixão
O que tenho prá te dar
Sendo assim, fica o pedido
Terás tempo prá pensar
No que seria a proposta
De talvez te namorar
Leila Abreu/2006

A senha deste coração
Nem eu mesma lembro mais
Ficou perdida no tempo
Quando a felicidade
Era namorar na rua
Encostada no portão
Esperando o pai dormir
Prá soltar a emoção

Preciso urgentemente

Achar alguém que entenda

De senhas e seus segredos

E meu coração desvende

E ainda, o mais importante

Que queira me traduzir

Entrar dentro do meu peito

E sem pedir nem licença

O meu coração abrir

Leila Abreu/2006


3 de maio de 2006

Poemas


Poemas são como espelhos
Que refletem o coração e
os sentimentos da alma,
Todos os tons da emoção.
Quando escrevo um poema
É como se descortinasse
As janelas do meu peito
E todo meu eu, mostrasse.
Poemas são instrumentos
De tortura ou de prazer
Pois quando entram em cena
Escancaram meu viver.
Poemas são cantilenas
Às vezes, rock paulera
E tanto podem ninar
Como com a calma acabar
Os poemas da minha vida
Dizem sempre quem sou eu
Um tanto quanto esquisita
Flor de Lis dos sonhos teus
Leila Abreu/2006

30 de abril de 2006


Ao meu amigo do Orkut, o poeta Wandelino Arruda que a todos encanta com seus poemas maravilhosos (www.wanderlino.com.br) e que me presenteou com a postagem de um poema de minha autoria em sua página, o que me deixou muito feliz. Obrigada, poeta Wanderlino! Que Deus cubra seu coração de inspiração para que você nos brinde com seus versos lindos.


Wanderlino, amigo meu
Como vou lhe agradecer?
Tanta generosidade
Algo incomum de se ver
Portanto, meu muito obrigada
Por essa demonstração
Você, poeta dos grandes
Tem minha admiração
Ser poeta é um dom de Deus
É a arte de transformar
Sentimentos em palavras
E a todos encantar
Leila Abreu/2006

23 de abril de 2006

Momentos Nossos


Os momentos meus e teus
Ficaram adormecidos
Na memória da minha pele
Que teimo em trazer comigo
Foram momentos especiais
De um grande amor vivido
Que seria ainda maior,
Tivesse sobrevivido.
Leila Abreu/2006

21 de abril de 2006

Gana


Quero ser tua
Acordar nua
No meio da rua
Sorrir prá lua
E te enlouquecer
Quero te dar
Em você me encostar
Nos teus pêlos ficar
Te arder, te queimar
Quero teu fogo
Tua lingua, teu corpo
Teu momento mais louco
Te deixar quase morto
Quero teu sexo
Teu instinto, teu nexo
Envolver teu amplexo
Amoldar teu convexo
Quero ser tua
Lucidez, amargura
Nessa estranha candura
De te amar sem te ter
Leila Abreu/2006

19 de abril de 2006

Retalhos


Hoje eu queria um sorriso
Um sorriso acolhedor
Daqueles que nos alegram
E fazem esquecer a dor
Hoje eu queria um pedaço
Um pedaço de ilusão
Prá ver se volto a sentir
O som deste coração
Hoje eu queria um amor
Um amor assim calado
De silêncios e olhares
Que ficasse do meu lado
Hoje eu queria esquecer
Esquecer a minha sina
De desejos e esperanças
Voltar a ser uma menina
Mas a realidade me toma
E me leva pelo braço
Não posso voltar atrás
Colar a vida em pedaços
Leila Abreu/2006

14 de abril de 2006

Viagem a Natal/RN - Abr/2006

Praia do Cotovelo, Natal/RN. Paraíso....e eu em harmonia
total por dentro e por fora. Precisa dizer mais?

Viagem a Natal/RN - Abr/2006


Viajar é uma terapia. Ainda mais quando se pode desfrutar
da companhia de amigas tão maravilhosas. Nossa sintonia
foi perfeita. Queridas, obrigada pelos momentos que passamos
juntas. Jamais esquecerei.

Ausência


A alma carregada de silêncio
A boca entumecida pelos beijos
O corpo tão carente dos teus braços
E acordei com aquele nó no peito
O quarto ainda guardava teu perfume
Talvez fossem os lençóis daquela cama
Era um domingo frio de outono
Infelicidade é não viver com quem se ama!
Leila Abreu/2006

Reencarnação


Pensei saber que sabia
Confesso que me surpreendi
Constatei que não sei nada
Será preciso outra vida
Prá tentar reaprender
A lição que está contida
Na alma reencarnada
Que teimamos esquecer
Leila Abreu/2006

13 de abril de 2006

Guerreira vencida


Quem ousa interromper
O silêncio da guerreira
Que se refugia ao longe
Recostada na trincheira?
É ele, esse tal cupido
Que vem todo esbaforido
Um coração, alvo certo
Louco para alvejar
Eis que ela, mais esperta
Esgueira-se na floresta
À procura de abrigo
Tentando se resguardar
E o coitado do cupido
Desiste, enfim, cansado
Pragueja contra a moça
E some contrariado
Sentindo-se então, segura
Sai ela do esconderijo
E voltando pela mata
julga-se fora de perigo
Mas quando menos espera
Sente por trás um esbarrão
E num gesto inusitado
Se vira pronta pro ataque
Mas cai num golpe ao chão
A guerreira, então, se dá conta
Da flecha que lhe rasga o peito
E ao levantar o olhar
Se depara com um sujeito
Sente um arrepio profundo
E o corpo a estremecer
É a intuição que lhe avisa:
Algo vai acontecer
A armadura de guerreira
Sente vontade de tirar
Seus lábios sentem desejo
Daquela boca beijar
E num rompante inesperado
De repente ela se vê
Nos braços do tal sujeito
A chorar e a gemer
É então que se dá conta
Do que foi lhe acontecer
Cupido, menino guerreiro
Num golpe rápido e certeiro
De surpresa, à queima-roupa
Conseguiu a guerreira vencer
Leila Abreu/2006

Sem chance


Eu fujo desse menino
Porque ele é perigoso
É faceiro, é arruaceiro
É bonito e é gostoso
Se dele eu não me afastar
Sei que não vou resistir
Ele tem charme o bastante
Prá em sua rede eu cair
Por isso eu fujo tanto
Quando ele chega, eu saio
Me conheço muito bem
Na lábia dele, eu caio
Menino lindo da praia
Prá você nem quero olhar
Não vou me deixar iludir
Não vou me deixar pegar
Somos muito diferentes
Você é jovem demais
Não que eu seja muito velha
Mas sofrer, não quero mais!
Leila Abreu/2006

Quando pressinto que vens
Com olhos de me querer
Com gana de me morder
Com desejo de lamber
Este corpo meu, que é teu
Começo a assanhar
A mulher que me habita
Que te lanha com prazer
Que não teme se entregar
E a paixão nos entumece
Nos domina e enlouquece
Nos deixa assim desregrados
Nesse balé tão gostoso
Que conduz o nosso corpo
Aos sons incontidos do gôzo
Leila Abreu/2006