7 de fevereiro de 2006

Prisioneira


Ah....esses versos que pulam sobre o papel
Não são meus, nunca serão
São versos da moça triste
Inquilina da minha alma
Posseira deste coração
Poetisa expatriada
Que usa meu pobre corpo
Prá seus versos expressar
Escreve os dissabores
As dores de seus amores
Às vezes me faz chorar
Moça triste da minha alma
Meus sentidos sabe usar
Prá desaguar seus receios
Seus sonhos e devaneios
Sem medo de se entregar
Me faz sua prisioneira
Não me permite negar
Guarida pro seu cantar
Dela já não posso fugir
Pois que mora aqui dentro
Invadiu meu pensamento
Tolhindo meu ir e vir
É como uma possessão
Me tira a liberdade
E a vontade de sorrir
Já não posso distinguir
Se estes versos são os meus
Ou se é ela novamente
Vagando em minha mente
Me obrigando a fingir
Que sou eu a poetisa
Sofrida e sofredora
Aquela que chora as mágoas
De estar presa em sua masmorra
Leila Abreu/2006

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