27 de fevereiro de 2006

POEMA QUÂNTICO


Sou um terrível assassino,
um suicida, uma besta quadrada,
um insensato elevado ao infinito,
um demônio, um anjo divino,
um imbecil qualquer, um gênio, um macaco,
milhões de átomos, um ser, um planeta, uma galáxia,
o finito ou o infinito, a verdade ou a mentira, um verso tonto, ingênuo — ou a Poesia!
Tudo é função do estado mais provável de ser no tempo,
com todas as incertezas das palavras!
(Fernando Pessoa)

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