26 de dezembro de 2005

Quero!


Última semana do ano de 2005....
O que virá em 2006? Novo amor, nova dor? Novas possibilidades, esperanças novas!
Ou será que nada vai mudar? Haverá de ficar tudo como antes?
Não posso admitir que a vida vire uma paisagem eternamente igual, uma pintura a óleo na parede para onde eu olhe sabendo que é apenas um lindo lugar que não existe, prá onde eu nunca poderei ir. Não quero ficar parada na mesma estação esperando um trem que nunca virá. Não quero brecar a correnteza da vida. Porque a vida precisa fluir, precisa mudar, precisa deixar de ser a mesma coisa sempre, precisa evoluir. Preciso entrar na paisagem do quadro e explorar todas as possibilidades que ela me apresenta. Quero um 2006 diferente, melhor. Quero viver o sonho e não apenas sonhar...sonhar... e acordar sempre no mesmo lugar. Quero o impossível, porque o impossível é o desafio que eu sempre evitei, o desconhecido que eu sempre temi. Quero ter coragem prá mergulhar sem medo numa linda história de amor. Ou mergulhar apesar do medo. Quero melhorar minha alma, quero compreender as pessoas e aceitá-las, apesar de suas fraquezas e defeitos. Quero perdoar. Quero me doar sem medo de rejeição. Quero paixão. Quero extrapolar meus limites, quero inaugurar minhas asas. Quero voar sem medo de cair. E se cair, quero continuar tentando. Quero sorrir muito, com a alma, com o coração. Quero colocar o coarção em tudo que eu fizer, sem medo de machucá-lo. E se for machucada, quero me curar sorrindo. Quero meus filhos fortes pro mundo, cheios de vitalidade e acreditando em seus sonhos. Quero que eles persigam o sonho com entusiasmo, coragem e fé em Deus primeiramente, depois neles próprios. Quero um chão salpicado de estrelas prá eu brincar de amarelinha. Quero brincar muito, mas quero não ter vontade de fugir das responsabilidades. Quero levantar todos os dias de 2006 com o pé direito. Com humor, com atitude positiva. Quero amar a vida, quero me amar sempre, de sol a sol, plenamente. Quero aprender a fazer o dinheiro render, quero não ter necessidade de preencher o vazio em mim mesma com coisas materiais. Quero entender o mecanismo da minha carência e transcendê-la. Quero ter fé na humanidade e na possibilidade de reversão de todo o mal que ela tem causado. Quero acreditar no amor. Quero acreditar que encontrarei meu par perfeito. Quero acreditar na felicidade que esse encontro nos causará. Quero acreditar que acreditarei. Quero acreditar que terei tudo o que quero. Quero. Querer. Querido. Querência. Querubim. E que assim seja! Amém!

22 de dezembro de 2005

Recebi esta linda oração de uma amiga do Orkut e achei muito linda.

PAI NOSSO...

" Pai-Mãe, respiração da Vida,Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!Faça sua Luz brilhar dentro de nós,entre nós e fora de nósPara que possamos torná-la útil.


Ajude-nos a seguir nosso caminhoRespirando apenas o sentimento que emana do Senhor.Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o SeuPara que caminhemos como Reis e RainhasCom todas as outras criaturas.


Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só,Em toda a Luz, assim como em todas as formas,Em toda existência individual, Assim como em todas as comunidades.


Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,Pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.Não permita que a superficialidade E a aparência das coisas do mundo nos iluda,E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.


Não nos deixe ser tomados pelo esquecimentoDe que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo,A Canção que se renova de tempos em temposE que a tudo embeleza.


Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.

Que assim seja !!"

Huuummmm...delicioso, não?
Pena que milhões de pessoas no mundo inteiro não terão sequer a chance de sentir o aroma de um peru natalino.
Será que não é hora de mudar essa situação e começar a cobrar dos governantes uma política social que realmente elimine de vez a fome no mundo?
Esta é a pergunta que não quer calar....
A menos que não nos calemos, que saiamos de nossa aconchegante realidade para olharmos de frente para a miséria humana ao nosso redor.
Eu também quero conseguir sair dessa cômoda inércia e fazer alguma coisa. Espero conseguir, um dia. O quanto antes. Antes que minha estada por aqui chegue ao fim e eu tenha que partir com a cabeça cheia de idéias e a existência vazia de ações.

Natal....
Momento de darmos um tempo no corre-corre do dia-a-dia e começarmos a pensar no real significado desta data.
Refletir sobre o mistério em torno da figura de Jesus e sua passagem por este planeta, sobre seus ensinamentos, sobre como podemos fazer para melhorar nossa performance como seres humanos.
Acho que é a época ideal para esse balanço pessoal, porque magicamente as pessoas ficam ou se mostram mais dispostas a compartilhar sentimentos de solidariedade, fraternidade, amor.
Que neste Natal, possamos olhar o nosso próximo sem julgá-lo, que consigamos aceitar as diferenças, que consigamos nos doar sem o propósito de receber em troca. E sobretudo, que estejamos dispostos a orar pela paz no mundo, pela conscientização dos governantes em poupar o planeta das agressões à natureza e por uma distribuição de renda mais justa. Sáo tantas coisas a melhorar em nossa atual civilização....mas teremos de começar um dia. E o quanto antes estivermos dispostos a esse começo, a esse ponto de partida, melhor será para todos.
Pai, ajude-nos a ter humildade para reconhecer os nossos erros e, a partir deles, conseguirmos escalar a montanha da evolução espiritual. Em nome de Jesus, teu filho, nosso Mestre. Amém.

13 de dezembro de 2005

Fizeram a Gente Acreditar

Se o texto abaixo é realmente do John Lennon, não sei, pois é um texto que rola na net, como tantos outros, com a autoria atribuída a celebridades. Mas que é muito lindo e verdadeiro, lá isso é!


Fizeram a Gente Acreditar- John Lennon
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. A gente cresce através da gente mesmo.Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça tortado que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

12 de dezembro de 2005

CAMINHO


"CAMINHANTE, NÃO HÁ CAMINHO,O CAMINHO É FEITO AO ANDAR. AO ANDAR SE FAZ O CAMINHO E AO OLHAR PARA TRÁS, SE VÊ A SENDA QUE NUNCASE VAI VOLTAR A TRILHAR.
CAMINHANTE NÃO HÁ CAMINHO,SOMENTE ESTRELAS NO MAR"
Antonio Machado

REPENSANDO A VIDA
Neide Salles


Repensar a vida consiste em rever valores.
Receber o inevitável serenamente,Depositar ao leito do regato antigos pudores,Aceitar o que a vida nos reserva inteiramente.
É existir sem temor de ser feliz.É padecer e abrigar a angústia da almaTendo ciência que somos meros aprendizes.Intentar não perecer, mantendo a calma.
Rebuscando meu baú encontrei registrosInduziram-me a repensar quantos atos impensados.De que adiantou tanta vigilância? Tudo era sinistro.Não tive muitas opções, aceitei meus fardos.
O temor... a dor foi inevitável.Girei entre a loucura e a sanidade,Gritei por paz, por amor inesgotável.Repensando a vida... grito por serenidade.


10 de dezembro de 2005

Sorriso triste


Hoje eu acordei assim
Desenhei esse sorriso
Disfarçando toda a mágoa
Que tinha dentro de mim
E saí, fui caminhar
Na rua, as pessoas me olhavam
Parece que não entendiam
Meu sorriso de chorar
Não me deixei constranger
Andava e encarava
Cabeça erguida, calada
Pois nada tinha a temer
Aos poucos fui melhorando
Já não sentia o peso
Da mágoa que me feria
E me fazia sofrer
Voltei, então, já sorrindo
Mais leve, mais sossegada
Nada melhor prá tristeza
Que uma longa caminhada
Leila Abreu/2005

Paixão

Quero esse teu colo quente
Que me aquece a alma
E me tira o sono
Me deixando acesa
Louca prá te amar
Quero toda essa loucura
Pura insanidade
Mão que me alucina
Sem as tuas garras
Já não sei ficar
Quero todo esse carinho
Toda esse desejo
Que eu vim buscar
Dá-me logo esse teu beijo
Lambe a minha pele
Só prá me acalmar
Quero tudo isso agora
Deitar nesse peito
Completamente nua
E me apaixonar
Quando estou no teu regaço
Nada mais existe
Só o universo
Da paixão ungida
Sensual, contida
Nessa longa espera
Do amor primeiro
Ponto de partida
Sanha de amar
Leila Abreu/2005

Só prá descontrair, ok?

Será que passa mesmo?


Hoje, eu quero paz de criança dormindo

É foda!

8 de dezembro de 2005

Natal em Nova York





















Natal em N. York é algo assim, bucólico, iluminado, colorido. O espírito natalino toma conta da cidade e de seus cidadãos. Difícil ver uma janela onde não hajam enfeites, luzinhas piscando, faixas verdes e vermelhas, laços. Impressionou-me, ao passar pelo cemitério, ver
todos os túmulos enfeitados com guirlandas natalinas. Lá, os mortos também entram no clima.
Nas ruas, os novaiorquinos andam depressa com seus sobretudos elegantes e pacotes, pacotinhos, pacotões quase a escorregar-lhes das mãos. Como eles compram, meu Deus, como consomem!
Meu Natal em NY foi inesquecivel, por vários motivos. Porém, de tudo, o que mais ficou foi a lembrança desse clima natalino extremamente presente em todos os detalhes. Respira-se Natal e esse cheiro ficará em minha memória olfativa prá sempre.

Saudade daquela cidade excêntricamente mágica. Mas um dia, se der, ainda volto lá. Se não der prá voltar, a lembrança do natal novaiorquino me visitará em todos os natais de minha vida, onde eu estiver. E quem tem lembranças, tem asas.

E você não veio



Acontece que você demorou muito
Eu já não conseguia esperar tanto
E fui andando na direção oposta
Perdida em pensamentos, sem encanto

Não vou dizer que a tua ausência foi ruim
Perambulei entre a espera e a esperança
Mas nesta vida a gente não tem garantia
Precisa crer como se fosse uma criança

Meu coração acreditou na tua chegada
Apostou tudo, chorou só nas madrugadas
Enfim cansou, já não quer mais se iludir
É muito tarde, chegou a hora de partir

Me diz, então, como entender esse mistério?
De querer tanto e de repente se ver só
Já é verão, mas minha noite será fria
A solidão me amarrou e deu um nó

Leila Abreu/2005


6 de dezembro de 2005



Os sonhos que vivi contigo
Foram sonhos atrevidos
Daqueles que sequer se fala
Nem mesmo ao melhor amigo
Talvez nem sejam assim tão sonhos
Que sejam, então, sutis delírios
Daqueles que se escutam os ecos
No som suave dos suspiros
São sonhos de um amor tão lindo
Tela extravagante do meu ser
Pequenos devaneios íntimos
Que tento agora descrever
Me vem agora um certo medo
Da realidade em mim verter
Eu quero mais é não acordar
Dos sonhos do meu bem-querer
Jardim das minhas desventuras
Floresta em forma de candura
Oceano eterno de doçura
Amor que dorme enquanto dura
Assim seremo nós, um dia
Até a noite amanhecer
Viver eternamente tua
Morrer de amor e de prazer
Leila Abreu/2005

Gritos do Silêncio




O silêncio grita em mim
Em forma de suave cantiga
Grita que eu quero crescer
Derramar-me nessa história
Sentir gosto no viver

O silêncio grita alto
Grita tanto que ensurdece
Finjo que não escuto o som
Da alma que em mim padece

Silencio para ouvir
O grito desse coração
Que de tanto em mim gritar
Já não pode ser ouvido
Também não pode calar

E quanto mais ouço gritos
Mais silêncio em mim se faz
Vou fugir na madrugada
Fazer castelos na areia
Quem sabe assim, serei paz

Leila Abreu/2005

4 de dezembro de 2005

Não Sei - (Cora Coralina)



Não sei... se a vida é curta ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta,
Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre,
Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,nem longa demais,
Mas que seja intensa,verdadeira, pura...Enquanto durar

(Cora Coralina)

3 de dezembro de 2005

Beijo


Depois daquele beijo
Meu mundo se coloriu
Minha fala ficou muda
Meu coração ao teu se uniu
Depois daquele beijo
Nunca mais eu me juntei
Os pedaços da minha alma
Prá você eu entreguei
Depois daquele beijo
Tanta coisa aconteceu
Fui tua, somente tua
Mas você nunca foi meu
Depois daquele beijo
Tudo que eu tinha, te dei
Não foi coisa de momento
Fui rainha e te fiz rei
Depois daquele beijo
Jamais serei como antes
O amor me acometeu
Fez de mim eterna amante
Leila Abreu/2005

E Deus criou a mulher...
Quem mais ele criaria para
dar conta de tantas coisas ao
mesmo tempo???

Os Anjos também dormem



Os anjos também dormem
Após tantas travessuras
Soneca de anjo cansado
É um sonho de candura

Amor Fino - Pe. Antonio Vieira


"O amor fino não busca causa nem fruto”.
Se amo, porque me amam, tem o amor causa;
se amo, para que me amem, tem fruto.
o amor fino não há de ter por quê nem para quê.
Se amo por que me amam, é obrigação, faço o que devo;
se amo para que me amem, é negociação, busco o que desejo.
Pois como há de amar o amor para ser fino?
Amo, quia amo, como ut amem: amo, porque amo, e amo para amar. Quem ama porque o amam, é agradecido;
quem ama, para que o amem, é interesseiro;
quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, esse só é fino.
Pe. Antonio Vieira



Ah...solidão
Companheira dos amores perdidos
Corações sofridos
Versos inspirados
Pesada mão sobre o peito angustiado
Dos que tiveram amores repartidos
Paixões mal resolvidas
Desencontros na chegada
Oprime corações flechados
Eterniza as madrugadas
Faz o tempo parar na agonia
Dos que amam e já não são amados
Embota sorrisos
Anestesia a felicidade
E lança no ar um sentimento
Que se materializa na saudade

Leila Abreu/2005


"Nunca te é concedido um desejo
Sem que te seja concedida também,
A faculdade de torná-lo realidade.
Entretanto, é possível que tenhas
que lutar por ele." (Richard Bach)

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30 de novembro de 2005

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Sobre a Felicidade


Li este texto em algum lugar, não lembro onde e não sou suficientemente organizada e sistemática para anotar. Fala sobre felicidade. Cada um tem seu conceito a respeito do tema. Para mim, felicidade são momentos em que somos invadidos por uma tsunami de adrenalina boa. Adrenalina boa é aquela sensação que nos dá um incrível bem-estar, vontade de pular, chorar ou gargalhar muito, abraçar quem tiver na frente. Enfim. como viram, minha simplória definição de felicidade é esta. Agora, vamos ao texto.

Sobre a felicidade

Um sentimento sem objeto preestabelecido, algo que muda de acordo com a pessoa, com a época e com a idade. Nós a encontramos em alguns momentos, mas ela é fugidia por natureza, não vem quando a chamamos e às vezes chega quando menos esperamos. Há dois erros básicos na forma como a encaramos atualmente. Um é não reconhecê-la quando acontece ou considerá-la muito banal ou medíocre para acolhê-la. O segundo erro é o desejo de retê-la, como a uma propriedade. Jacques Prévert tem uma frase linda sobre isso: "Reconheço a felicidade pelo barulho que ela faz ao partir". A ilusão contemporânea é a da dominação da felicidade. Um triste erro.

Só a Lua



É noite, faz frio aqui...
O silêncio grita e me angustia
Procuro´uma voz amiga,
Um sussurro
E o silêncio grita
Talvez o telefone...
Ah...o telefone...
O número chamado não responde
Talvez alguém que se esconde
Com quem já não posso contar
Ligo a TV, preciso ouvir algo
Fingir que tenho companhia
Porque o silêncio grita
E grita alto
E me angustia
Sento na poltrona perto da janela
E de repente, a lua
Linda, mágica, amarela
Ilumina a noite escura
Inspira os casais
Me dá vontade de dançar
Dançar prá lua, nua
Envolta em véus
ah...dançar...
Rodopio entre os móveis velhos
Só ela me assiste
Parece assobiar uma canção
Lua...companheira, espectadora
Alumia os bêcos escuros da minha alma
Dá-me um pouco de luz, de calma
Que hoje, ao menos hoje
Exausta de me exibir
Possa, enfim, dormir e sonhar.

Leila Abreu/2005

Ainda a lua




A lua por testemunha
Sempre calma a assistir
As histórias da minha vida
As loucuras que vivi
Quem sabe um dia, a lua
Fidalga a me julgar
Possa dar um testemunho
De quanto me viu chorar
Por amores, por mazelas
Firulas do meu viver
Coisas que somente ela
Poderia descrever
São pequenos segredinhos
Guardados com emoção
Pela minha amiga Lua
Sobre este meu coração
Só a ela eu relatei
Quem poderia entender?
Detalhes da minha vida
Poemas estilhaçados
Que agora, eu tento em vão
Juntar prá sobreviver
Leila Abreu/2005

Olá,

Nunca pensei que teria um blog um dia.
Sempre gostei de escrever, mas essa coisa de diário nunca foi muito a minha praia.
Acontece que, ultimamente, voltei a escrever, coisa que sempre gostei, mas que abandonei com o passar dos anos.
Daí veio a necessidade de um espaço para armazenar meus escritos e um blog me pareceu perfeito para esta finalidade.
E aqui estou eu. Uma mulher madura, simples, que ensaia fazer poemas de vez em quando ou de vez em sempre. É que às vezes me ataca uma compulsão e eu saio escrevendo como uma louca. É uma ótima terapia, funciona como catarse muitas vezes. Sinto-me aliviada quando consigo parir meus poemas filhotes. Alguns nascem naturalmente, outros vêm a forceps mesmo.
Não tenho a menor preocupação com o que as pessoas vão pensar ou como vão avaliar o que escrevo, pois o faço por necessidade e, bons ou maus, vão continuar nascendo de mim e eu, por minha vez, entregando-os ao mundo através deste blog.
Assim nasce um blog. E assim eu renasço.