
Este é um lugar onde meu coração pode expressar-se livremente. Um refúgio para as horas em que gosto de estar comigo mesma para compor e armazenar meus versos, que são uma forma de transcender e sonhar, de fugir do duro cotidiano. Sonhar...até onde os limites da minha imaginação deixar.
26 de dezembro de 2005
Quero!

22 de dezembro de 2005

PAI NOSSO...
" Pai-Mãe, respiração da Vida,Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!Faça sua Luz brilhar dentro de nós,entre nós e fora de nósPara que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminhoRespirando apenas o sentimento que emana do Senhor.Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o SeuPara que caminhemos como Reis e RainhasCom todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só,Em toda a Luz, assim como em todas as formas,Em toda existência individual, Assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,Pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.Não permita que a superficialidade E a aparência das coisas do mundo nos iluda,E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimentoDe que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo,A Canção que se renova de tempos em temposE que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
Que assim seja !!"

Huuummmm...delicioso, não?

13 de dezembro de 2005
Fizeram a Gente Acreditar
12 de dezembro de 2005
CAMINHO
É existir sem temor de ser feliz.É padecer e abrigar a angústia da almaTendo ciência que somos meros aprendizes.Intentar não perecer, mantendo a calma.
Rebuscando meu baú encontrei registrosInduziram-me a repensar quantos atos impensados.De que adiantou tanta vigilância? Tudo era sinistro.Não tive muitas opções, aceitei meus fardos.
O temor... a dor foi inevitável.Girei entre a loucura e a sanidade,Gritei por paz, por amor inesgotável.Repensando a vida... grito por serenidade.
10 de dezembro de 2005
Sorriso triste

Paixão
Que me aquece a alma
E me tira o sono
Me deixando acesa
Louca prá te amar
Quero toda essa loucura
Mão que me alucina
Sem as tuas garras
Quero todo esse carinho
Toda esse desejo
Que eu vim buscar
Dá-me logo esse teu beijo
Lambe a minha pele
8 de dezembro de 2005
Natal em Nova York




Natal em N. York é algo assim, bucólico, iluminado, colorido. O espírito natalino toma conta da cidade e de seus cidadãos. Difícil ver uma janela onde não hajam enfeites, luzinhas piscando, faixas verdes e vermelhas, laços. Impressionou-me, ao passar pelo cemitério, ver
todos os túmulos enfeitados com guirlandas natalinas. Lá, os mortos também entram no clima.
Nas ruas, os novaiorquinos andam depressa com seus sobretudos elegantes e pacotes, pacotinhos, pacotões quase a escorregar-lhes das mãos. Como eles compram, meu Deus, como consomem!
Meu Natal em NY foi inesquecivel, por vários motivos. Porém, de tudo, o que mais ficou foi a lembrança desse clima natalino extremamente presente em todos os detalhes. Respira-se Natal e esse cheiro ficará em minha memória olfativa prá sempre.
Saudade daquela cidade excêntricamente mágica. Mas um dia, se der, ainda volto lá. Se não der prá voltar, a lembrança do natal novaiorquino me visitará em todos os natais de minha vida, onde eu estiver. E quem tem lembranças, tem asas.
E você não veio

Acontece que você demorou muito
Eu já não conseguia esperar tanto
E fui andando na direção oposta
Perdida em pensamentos, sem encanto
Não vou dizer que a tua ausência foi ruim
Perambulei entre a espera e a esperança
Mas nesta vida a gente não tem garantia
Precisa crer como se fosse uma criança
Meu coração acreditou na tua chegada
Apostou tudo, chorou só nas madrugadas
Enfim cansou, já não quer mais se iludir
É muito tarde, chegou a hora de partir
Me diz, então, como entender esse mistério?
De querer tanto e de repente se ver só
Já é verão, mas minha noite será fria
A solidão me amarrou e deu um nó
Leila Abreu/2005
7 de dezembro de 2005
6 de dezembro de 2005

Os sonhos que vivi contigo
Foram sonhos atrevidos
Daqueles que sequer se fala
Nem mesmo ao melhor amigo
Talvez nem sejam assim tão sonhos
Que sejam, então, sutis delírios
Daqueles que se escutam os ecos
No som suave dos suspiros
São sonhos de um amor tão lindo
Tela extravagante do meu ser
Pequenos devaneios íntimos
Que tento agora descrever
Me vem agora um certo medo
Da realidade em mim verter
Eu quero mais é não acordar
Dos sonhos do meu bem-querer
Jardim das minhas desventuras
Floresta em forma de candura
Oceano eterno de doçura
Amor que dorme enquanto dura
Assim seremo nós, um dia
Até a noite amanhecer
Viver eternamente tua
Morrer de amor e de prazer
Gritos do Silêncio

O silêncio grita em mim
Em forma de suave cantiga
Grita que eu quero crescer
Derramar-me nessa história
Sentir gosto no viver
O silêncio grita alto
Grita tanto que ensurdece
Finjo que não escuto o som
Da alma que em mim padece
Silencio para ouvir
O grito desse coração
Que de tanto em mim gritar
Já não pode ser ouvido
Também não pode calar
E quanto mais ouço gritos
Mais silêncio em mim se faz
Vou fugir na madrugada
Fazer castelos na areia
Quem sabe assim, serei paz
Leila Abreu/2005
4 de dezembro de 2005
Não Sei - (Cora Coralina)

Não sei... se a vida é curta ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta,
Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre,
Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,nem longa demais,
Mas que seja intensa,verdadeira, pura...Enquanto durar
(Cora Coralina)
3 de dezembro de 2005
Beijo
Amor Fino - Pe. Antonio Vieira


Ah...solidão
Companheira dos amores perdidos
Corações sofridos
Versos inspirados
Pesada mão sobre o peito angustiado
Dos que tiveram amores repartidos
Paixões mal resolvidas
Desencontros na chegada
Oprime corações flechados
Eterniza as madrugadas
Faz o tempo parar na agonia
Dos que amam e já não são amados
Embota sorrisos
Anestesia a felicidade
E lança no ar um sentimento
Que se materializa na saudade
Leila Abreu/2005
1 de dezembro de 2005
Floripa em noite clara de lua cheia
30 de novembro de 2005
Sobre a Felicidade
Li este texto em algum lugar, não lembro onde e não sou suficientemente organizada e sistemática para anotar. Fala sobre felicidade. Cada um tem seu conceito a respeito do tema. Para mim, felicidade são momentos em que somos invadidos por uma tsunami de adrenalina boa. Adrenalina boa é aquela sensação que nos dá um incrível bem-estar, vontade de pular, chorar ou gargalhar muito, abraçar quem tiver na frente. Enfim. como viram, minha simplória definição de felicidade é esta. Agora, vamos ao texto.

Sobre a felicidade
Um sentimento sem objeto preestabelecido, algo que muda de acordo com a pessoa, com a época e com a idade. Nós a encontramos em alguns momentos, mas ela é fugidia por natureza, não vem quando a chamamos e às vezes chega quando menos esperamos. Há dois erros básicos na forma como a encaramos atualmente. Um é não reconhecê-la quando acontece ou considerá-la muito banal ou medíocre para acolhê-la. O segundo erro é o desejo de retê-la, como a uma propriedade. Jacques Prévert tem uma frase linda sobre isso: "Reconheço a felicidade pelo barulho que ela faz ao partir". A ilusão contemporânea é a da dominação da felicidade. Um triste erro.
Só a Lua

É noite, faz frio aqui...
O silêncio grita e me angustia
Procuro´uma voz amiga,
Um sussurro
E o silêncio grita
Talvez o telefone...
Ah...o telefone...
O número chamado não responde
Talvez alguém que se esconde
Com quem já não posso contar
Ligo a TV, preciso ouvir algo
Fingir que tenho companhia
Porque o silêncio grita
E grita alto
E me angustia
Sento na poltrona perto da janela
E de repente, a lua
Linda, mágica, amarela
Ilumina a noite escura
Inspira os casais
Me dá vontade de dançar
Dançar prá lua, nua
Envolta em véus
ah...dançar...
Rodopio entre os móveis velhos
Só ela me assiste
Parece assobiar uma canção
Lua...companheira, espectadora
Alumia os bêcos escuros da minha alma
Dá-me um pouco de luz, de calma
Que hoje, ao menos hoje
Exausta de me exibir
Possa, enfim, dormir e sonhar.
Leila Abreu/2005
Ainda a lua

A lua por testemunha
Sempre calma a assistir
As histórias da minha vida
As loucuras que vivi
Quem sabe um dia, a lua
Fidalga a me julgar
Possa dar um testemunho
De quanto me viu chorar
Por amores, por mazelas
Firulas do meu viver
Coisas que somente ela
Poderia descrever
São pequenos segredinhos
Guardados com emoção
Pela minha amiga Lua
Sobre este meu coração
Só a ela eu relatei
Quem poderia entender?
Detalhes da minha vida
Poemas estilhaçados
Que agora, eu tento em vão
Juntar prá sobreviver

Olá,
Nunca pensei que teria um blog um dia.
Sempre gostei de escrever, mas essa coisa de diário nunca foi muito a minha praia.
Acontece que, ultimamente, voltei a escrever, coisa que sempre gostei, mas que abandonei com o passar dos anos.
Daí veio a necessidade de um espaço para armazenar meus escritos e um blog me pareceu perfeito para esta finalidade.
E aqui estou eu. Uma mulher madura, simples, que ensaia fazer poemas de vez em quando ou de vez em sempre. É que às vezes me ataca uma compulsão e eu saio escrevendo como uma louca. É uma ótima terapia, funciona como catarse muitas vezes. Sinto-me aliviada quando consigo parir meus poemas filhotes. Alguns nascem naturalmente, outros vêm a forceps mesmo.
Não tenho a menor preocupação com o que as pessoas vão pensar ou como vão avaliar o que escrevo, pois o faço por necessidade e, bons ou maus, vão continuar nascendo de mim e eu, por minha vez, entregando-os ao mundo através deste blog.
Assim nasce um blog. E assim eu renasço.

















