6 de dezembro de 2005



Os sonhos que vivi contigo
Foram sonhos atrevidos
Daqueles que sequer se fala
Nem mesmo ao melhor amigo
Talvez nem sejam assim tão sonhos
Que sejam, então, sutis delírios
Daqueles que se escutam os ecos
No som suave dos suspiros
São sonhos de um amor tão lindo
Tela extravagante do meu ser
Pequenos devaneios íntimos
Que tento agora descrever
Me vem agora um certo medo
Da realidade em mim verter
Eu quero mais é não acordar
Dos sonhos do meu bem-querer
Jardim das minhas desventuras
Floresta em forma de candura
Oceano eterno de doçura
Amor que dorme enquanto dura
Assim seremo nós, um dia
Até a noite amanhecer
Viver eternamente tua
Morrer de amor e de prazer
Leila Abreu/2005

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