30 de abril de 2006


Ao meu amigo do Orkut, o poeta Wandelino Arruda que a todos encanta com seus poemas maravilhosos (www.wanderlino.com.br) e que me presenteou com a postagem de um poema de minha autoria em sua página, o que me deixou muito feliz. Obrigada, poeta Wanderlino! Que Deus cubra seu coração de inspiração para que você nos brinde com seus versos lindos.


Wanderlino, amigo meu
Como vou lhe agradecer?
Tanta generosidade
Algo incomum de se ver
Portanto, meu muito obrigada
Por essa demonstração
Você, poeta dos grandes
Tem minha admiração
Ser poeta é um dom de Deus
É a arte de transformar
Sentimentos em palavras
E a todos encantar
Leila Abreu/2006

23 de abril de 2006

Momentos Nossos


Os momentos meus e teus
Ficaram adormecidos
Na memória da minha pele
Que teimo em trazer comigo
Foram momentos especiais
De um grande amor vivido
Que seria ainda maior,
Tivesse sobrevivido.
Leila Abreu/2006

21 de abril de 2006

Gana


Quero ser tua
Acordar nua
No meio da rua
Sorrir prá lua
E te enlouquecer
Quero te dar
Em você me encostar
Nos teus pêlos ficar
Te arder, te queimar
Quero teu fogo
Tua lingua, teu corpo
Teu momento mais louco
Te deixar quase morto
Quero teu sexo
Teu instinto, teu nexo
Envolver teu amplexo
Amoldar teu convexo
Quero ser tua
Lucidez, amargura
Nessa estranha candura
De te amar sem te ter
Leila Abreu/2006

19 de abril de 2006

Retalhos


Hoje eu queria um sorriso
Um sorriso acolhedor
Daqueles que nos alegram
E fazem esquecer a dor
Hoje eu queria um pedaço
Um pedaço de ilusão
Prá ver se volto a sentir
O som deste coração
Hoje eu queria um amor
Um amor assim calado
De silêncios e olhares
Que ficasse do meu lado
Hoje eu queria esquecer
Esquecer a minha sina
De desejos e esperanças
Voltar a ser uma menina
Mas a realidade me toma
E me leva pelo braço
Não posso voltar atrás
Colar a vida em pedaços
Leila Abreu/2006

14 de abril de 2006

Viagem a Natal/RN - Abr/2006

Praia do Cotovelo, Natal/RN. Paraíso....e eu em harmonia
total por dentro e por fora. Precisa dizer mais?

Viagem a Natal/RN - Abr/2006


Viajar é uma terapia. Ainda mais quando se pode desfrutar
da companhia de amigas tão maravilhosas. Nossa sintonia
foi perfeita. Queridas, obrigada pelos momentos que passamos
juntas. Jamais esquecerei.

Ausência


A alma carregada de silêncio
A boca entumecida pelos beijos
O corpo tão carente dos teus braços
E acordei com aquele nó no peito
O quarto ainda guardava teu perfume
Talvez fossem os lençóis daquela cama
Era um domingo frio de outono
Infelicidade é não viver com quem se ama!
Leila Abreu/2006

Reencarnação


Pensei saber que sabia
Confesso que me surpreendi
Constatei que não sei nada
Será preciso outra vida
Prá tentar reaprender
A lição que está contida
Na alma reencarnada
Que teimamos esquecer
Leila Abreu/2006

13 de abril de 2006

Guerreira vencida


Quem ousa interromper
O silêncio da guerreira
Que se refugia ao longe
Recostada na trincheira?
É ele, esse tal cupido
Que vem todo esbaforido
Um coração, alvo certo
Louco para alvejar
Eis que ela, mais esperta
Esgueira-se na floresta
À procura de abrigo
Tentando se resguardar
E o coitado do cupido
Desiste, enfim, cansado
Pragueja contra a moça
E some contrariado
Sentindo-se então, segura
Sai ela do esconderijo
E voltando pela mata
julga-se fora de perigo
Mas quando menos espera
Sente por trás um esbarrão
E num gesto inusitado
Se vira pronta pro ataque
Mas cai num golpe ao chão
A guerreira, então, se dá conta
Da flecha que lhe rasga o peito
E ao levantar o olhar
Se depara com um sujeito
Sente um arrepio profundo
E o corpo a estremecer
É a intuição que lhe avisa:
Algo vai acontecer
A armadura de guerreira
Sente vontade de tirar
Seus lábios sentem desejo
Daquela boca beijar
E num rompante inesperado
De repente ela se vê
Nos braços do tal sujeito
A chorar e a gemer
É então que se dá conta
Do que foi lhe acontecer
Cupido, menino guerreiro
Num golpe rápido e certeiro
De surpresa, à queima-roupa
Conseguiu a guerreira vencer
Leila Abreu/2006

Sem chance


Eu fujo desse menino
Porque ele é perigoso
É faceiro, é arruaceiro
É bonito e é gostoso
Se dele eu não me afastar
Sei que não vou resistir
Ele tem charme o bastante
Prá em sua rede eu cair
Por isso eu fujo tanto
Quando ele chega, eu saio
Me conheço muito bem
Na lábia dele, eu caio
Menino lindo da praia
Prá você nem quero olhar
Não vou me deixar iludir
Não vou me deixar pegar
Somos muito diferentes
Você é jovem demais
Não que eu seja muito velha
Mas sofrer, não quero mais!
Leila Abreu/2006

Quando pressinto que vens
Com olhos de me querer
Com gana de me morder
Com desejo de lamber
Este corpo meu, que é teu
Começo a assanhar
A mulher que me habita
Que te lanha com prazer
Que não teme se entregar
E a paixão nos entumece
Nos domina e enlouquece
Nos deixa assim desregrados
Nesse balé tão gostoso
Que conduz o nosso corpo
Aos sons incontidos do gôzo
Leila Abreu/2006

Incontrolável Tempo


O tempo não pode parar
As coisas não podem estancar
A vida precisa correr
Prá vida continuar
Às vezes preciso de um tempo
Um tempo parado no tempo
Prá segurar entre as mãos
A felicidade de um momento
Mas o tempo não pode parar
Ele precisa escorrer
Das mãos precisa fugir
Prá vida continuar
Porque se o tempo parasse
E a vida pudesse estancar
Não temeríamos tanto
Não teríamos tanta pressa
De viver e de amar
Leila Abreu/2006

Confissões



Tenho segredos que guardo
Dentro da minha caixinha
Se soubesses da tristeza
De abri-la aqui sozinha...
E entre tantas confidências
inconfessáveis e tristes
Constatar que aquele amor
Perdeu-se na fantasia
E transformou minha vida
Em semi-vida vazia
Me deixou assim tão triste
Em total melancolia
Ah querido...se soubesses
O quanto eu não daria
Para com você estar
E num rompante de loucura
Confessar o sentimento
Que guardei nessa tristeza
Disfarçada em alegria
Que desfilo pelas ruas
Dessa cidade vazia
Leila Abreu/2006