23 de outubro de 2010

Amar É...




Meu coração estava à deriva.
Então você veio quietinho,
De mansinho,
E, sem alarde,
Chamou minha atenção.
Assim, de repente,
Flertou com a minha indiferença,
Ignorou minha carência.
Fez tremer o chão.
E eu meio distraída,
Vi inúmeras possibilidades
Entre nós.
Mas quando saí do transe,
E te olhei melhor com minha lupa,
Vi quantos caminhos escuros
Eu teria que trilhar.
Daí, sem pestanejar,
Lancei novamente meu coração
No mar do amor.
Na dor de amar.

Lê Abreu

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