30 de novembro de 2005

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Sobre a Felicidade


Li este texto em algum lugar, não lembro onde e não sou suficientemente organizada e sistemática para anotar. Fala sobre felicidade. Cada um tem seu conceito a respeito do tema. Para mim, felicidade são momentos em que somos invadidos por uma tsunami de adrenalina boa. Adrenalina boa é aquela sensação que nos dá um incrível bem-estar, vontade de pular, chorar ou gargalhar muito, abraçar quem tiver na frente. Enfim. como viram, minha simplória definição de felicidade é esta. Agora, vamos ao texto.

Sobre a felicidade

Um sentimento sem objeto preestabelecido, algo que muda de acordo com a pessoa, com a época e com a idade. Nós a encontramos em alguns momentos, mas ela é fugidia por natureza, não vem quando a chamamos e às vezes chega quando menos esperamos. Há dois erros básicos na forma como a encaramos atualmente. Um é não reconhecê-la quando acontece ou considerá-la muito banal ou medíocre para acolhê-la. O segundo erro é o desejo de retê-la, como a uma propriedade. Jacques Prévert tem uma frase linda sobre isso: "Reconheço a felicidade pelo barulho que ela faz ao partir". A ilusão contemporânea é a da dominação da felicidade. Um triste erro.

Só a Lua



É noite, faz frio aqui...
O silêncio grita e me angustia
Procuro´uma voz amiga,
Um sussurro
E o silêncio grita
Talvez o telefone...
Ah...o telefone...
O número chamado não responde
Talvez alguém que se esconde
Com quem já não posso contar
Ligo a TV, preciso ouvir algo
Fingir que tenho companhia
Porque o silêncio grita
E grita alto
E me angustia
Sento na poltrona perto da janela
E de repente, a lua
Linda, mágica, amarela
Ilumina a noite escura
Inspira os casais
Me dá vontade de dançar
Dançar prá lua, nua
Envolta em véus
ah...dançar...
Rodopio entre os móveis velhos
Só ela me assiste
Parece assobiar uma canção
Lua...companheira, espectadora
Alumia os bêcos escuros da minha alma
Dá-me um pouco de luz, de calma
Que hoje, ao menos hoje
Exausta de me exibir
Possa, enfim, dormir e sonhar.

Leila Abreu/2005

Ainda a lua




A lua por testemunha
Sempre calma a assistir
As histórias da minha vida
As loucuras que vivi
Quem sabe um dia, a lua
Fidalga a me julgar
Possa dar um testemunho
De quanto me viu chorar
Por amores, por mazelas
Firulas do meu viver
Coisas que somente ela
Poderia descrever
São pequenos segredinhos
Guardados com emoção
Pela minha amiga Lua
Sobre este meu coração
Só a ela eu relatei
Quem poderia entender?
Detalhes da minha vida
Poemas estilhaçados
Que agora, eu tento em vão
Juntar prá sobreviver
Leila Abreu/2005

Olá,

Nunca pensei que teria um blog um dia.
Sempre gostei de escrever, mas essa coisa de diário nunca foi muito a minha praia.
Acontece que, ultimamente, voltei a escrever, coisa que sempre gostei, mas que abandonei com o passar dos anos.
Daí veio a necessidade de um espaço para armazenar meus escritos e um blog me pareceu perfeito para esta finalidade.
E aqui estou eu. Uma mulher madura, simples, que ensaia fazer poemas de vez em quando ou de vez em sempre. É que às vezes me ataca uma compulsão e eu saio escrevendo como uma louca. É uma ótima terapia, funciona como catarse muitas vezes. Sinto-me aliviada quando consigo parir meus poemas filhotes. Alguns nascem naturalmente, outros vêm a forceps mesmo.
Não tenho a menor preocupação com o que as pessoas vão pensar ou como vão avaliar o que escrevo, pois o faço por necessidade e, bons ou maus, vão continuar nascendo de mim e eu, por minha vez, entregando-os ao mundo através deste blog.
Assim nasce um blog. E assim eu renasço.