8 de janeiro de 2007

Loucura de Amor



Aos poucos eu perdi o medo...
E fui me lançando aos pouqinhos
Levantando minhas âncoras
Tateando no escuro
Buscando, talvez, a certeza
Onde tudo era loucura
Onde a razão não valia
E o bater do coração
Lutava para mostrar
Que o amor estava longe
Uma meta a alcançar
Foi quando veio a lucidez
Um toque de sensatez
Realidade nua e crua
Nítida e inquestionável
A verdade verdadeira
Assim, sem eira nem beira
Que me deixou abismada
Pois eu me dei conta de repente
De que eu estava mesmo
Totalmente apaixonada!
Ai....coração louco de pedra
Só apronta, nunca me conta
Sou a última a saber
E ainda por cima
Me faz fazer um poema
Prá ver se você vai entender.....
Se é que você vai ler...
E se não ler
Nâo vai me deixar escolha
Vou ter que eu mesma dizer
E não faço a menor idéia
De como ou quando fazer
Melhor deixar rolar
Que seja o que será
O amor é uma lucura
Que eu faço toda questão
De nunca, nunca me curar!

Leila Abreu/2007

6 de janeiro de 2007

Dilema


O claridade tocou meu mundo negro
E veio como uma onda
Invadindo e alagando
A vidinha mais ou menos
Que eu vivia sem paixão
Trouxe o que eu julgava perdido
Veio prá me despertar
O sorriso escondido
Risadas felizes, cotidianas
Que eu já havia esquecido
Simples gestos que eu deixei
Em algum lugar...
Que julgara jamais reencontrar
E agora, o que eu faço?
Finjo que está tudo normal?
Ou te jogo de surpresa
Meu dilema sentimental?
Ah menino...você nem sabe
Me deixou arrepiada
Esse teu jeito indiscreto
De me fazer desejada
Agora eu já não sei
Se desfruto esse prelúdio
Ou vou embora distraída
Fingindo que não entendi
Tua proposta de vida
De me fazer tua mulher
Prá ser o meu homem amado
Mesmo que nós dois saibamos
Que o amor é sempre assim
Imenso e infinito
Até partir de madrugada
Deixando os lençóis intactos
E a alma bagunçada
Leila Abreu/2007